Olá!
Este post tem como objetivo mostrar
como confecciono minhas próprias placas de circuito impresso. Bom, quando
iniciei em eletrônica, ainda na adolescência, o meu principal hobby era música,
inclusive tive até uma banda. Então, como a grana era pouca para poder comprar
amplificadores e outros equipamentos, eu mesmo resolvi montá-los. Esta
empreitada resultou em dezenas de placas de fenolite desperdiçadas, muita
mancha de percloreto de ferro nas roupas, e com certeza, muitos curtos-circuitos,
transistores e CIs queimados.
Antes de, de fato começar a montar
minhas próprias placas, comecei tentando envenenar placas antigas, onde também
pude aprender sobre o funcionamento dos amplificadores de áudio. A que me
trouxe melhores resultado foi a clássica Sonata, pois na eletrônica que
trabalhava tinha dezenas de dessas sucatas, com um circuito relativamente
simples em relação a outros tipos de amplificadores transistorizados, fora a
potência, que era razoável, e já vinha com o pré amplificador acoplado. Trocava os modestos TIPs 31/32 por transistores
de alta potência, a exemplo dos 2SA1943 e 2SC3281, alterava a tensão e
corrente da fonte, trocava o driver 6014 por um BD 137, colocava resistores 5W,
trocava o capacitor de acoplamento, e no final conseguia espetaculares 52W RMS,
(em comparação a sua potência original, cerca de 20W RMS), com os transistores
de potência incendiando em 4 ohm. Em fim, a poucos dias estava procurando
algumas coisas e em meio as sucatas encontro uma placa da sonata, ainda sem
nenhuma alteração, só faltando alguns resistores, coloquei em uma fonte de 12 V
e a lendária placa com seus mais de 30 aninhos ainda toca. A nostalgia foi
tanta que esqueci que os TIPs 31/32 estavam sem dissipadores de calor, e foram
para o espaço.
Depois de várias tentativas frustradas
de turbinar ainda mais a sonata, resolvi “investir” em um amplificador mais
moderno, com fonte simétrica, circuito de driver mais eficiente, e menor
distorção. Já com um certo conhecimento sobre amplificadores, montei vários,
porém boa parte se perdeu pelo tempo, alguns ainda funcionam e estão com amigos
que ainda tocam, inclusive esse modelo da figura abaixo feito com transistores
darlingtons, e tocava muito bem, porem aquecia demais e era um sacrifício encontrar
dissipadores de calor que suprissem a sua necessidade de resfriamento, (odiava
usar coolers e ventiladores).
Nessa época, ainda estava aprendendo
os macetes de construção de placas, e ainda não tinha com que furar o fenolite,
então só montava placas que dava para soldar os componentes por cima das
trilhas, ficava feio, mas funcionava:
Esse foi um mix que montei, utilizava
o CI amplificador operacional.
Os componentes eram soldados por cima da placa e tinha que inverter os pinos do CI. Funcionava bem, ligava 3 instrumentos nele, e não produzia nenhum tipo de ruído.
Os componentes eram soldados por cima da placa e tinha que inverter os pinos do CI. Funcionava bem, ligava 3 instrumentos nele, e não produzia nenhum tipo de ruído.
Recentemente resolvi montar um
amplificador para uso pessoal. Agora sim, com técnicas melhoradas, e decidi
montar algo com uma certa qualidade, e não muito complexo. Buscando na rede,
achei um esquema interessante no site: http://www.te1.com.br/2014/03/mini-strong-power-amplifier-100w-rms/ e resolvi monta-lo.
Utilizei o modo clássico: caneta permanente,
régua esquadro, e placa de fenolite.
Depois de furar os pontos dos componentes,
uma segunda revisão antes do 1 banho em percloreto de ferro;
E da placa 2;
É importante ter atenção nessa hora e revisar todas as trilhas com bastante cuidado para não ficar nenhum indício de curto circuito e perder todo o trabalho. Eu sempre utilizo um multímetro para testar a condutividade das trilhas e averiguar se existe algum curto circuito entre elas.
É importante ter atenção nessa hora e revisar todas as trilhas com bastante cuidado para não ficar nenhum indício de curto circuito e perder todo o trabalho. Eu sempre utilizo um multímetro para testar a condutividade das trilhas e averiguar se existe algum curto circuito entre elas.
Amplificador montado, 200W RMS estéreo,
com pré amplificador e controle de tons, balanço e volume.
Obs: Não teve jeito, tive que me render ao uso de um cooler.
Obs: Não teve jeito, tive que me render ao uso de um cooler.
Para os projetos com o Arduino, ainda
utilizo as velhas placas ilhadas, pois são mais práticas pelo fato de poder
fazer as trilhas com solda e os projetos que fiz até agora com ele exige pouco
de eletrônica. Um exemplo de montagem com placa ilhada está logo abaixo.
Além
dessas, tenho outras placas prontas que utilizam o mesmo princípio, inclusiva a
placa de controle do manipulador robótico, projeto que já foi publicado aqui no
blog.
Em fim, não existem muitos segredos para poder construir suas próprias placas, basta dedicação, não ter medo de errar, e se necessário encarar o fato de ter que fazer tudo de novo. Existem outros métodos de fazer sua própria placa, os quis postarei mais adiante.
Em fim, não existem muitos segredos para poder construir suas próprias placas, basta dedicação, não ter medo de errar, e se necessário encarar o fato de ter que fazer tudo de novo. Existem outros métodos de fazer sua própria placa, os quis postarei mais adiante.
Espero
que gostem e continuem visitando o blog.
Até
o próximo projeto.
me gustaria que si tienes fotos de la placa de la primera foto si las puedes subir y que esquema es esa que llevaba tip31 y tip 32 desde ya gracias x tu tiempo
ResponderExcluirAmigo, essa é uma placa da antiga radiola sonata rio. Eu não as tenho mais, mas acredito que dê pra achar na web.
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